Gentil

15. Por Oito Anos

Por Oito Anos

Em 1848, ’49, eu estava ocupado como editor do jornal “diário Eagle”, no Brooklyn. Nesse último ano parti em uma cômoda viagem e expedição de trabalho (meu irmão Jeff comigo) por todos os Estados centrais e pelos Rios Ohio e Mississipi. Vivi algum tempo em Nova Orleans, e trabalhei lá na redação do jornal “diário Crescente”. Depois de um tempo, retornei lentamente pelo norte, subindo o Mississipi, e rodeando pelos grandes lagos, Michigan, Huron e Erie, pelas Cataratas do Niágara e baixo Canadá, finalmente regressando pelo centro de Nova Iorque e descendo o rio Hudson; viajando no total provavelmente 8000 milhas na viagem de ida e volta. Em 1851, ’53, ocupado em construção de casas no Brooklyn. (Por um pouco da primeira parte desse tempo na impressão de um jornal diário e semanal, ”O Freeman”). Em 1855, perdi meu querido pai nesse ano por morte. Principiei a colocar “Folhas de Relva” para impressão definitivamente, no escritório de impressão dos meus amigos, os irmãos Rome, no Brooklyn, após muitas inclusões e retiradas nos manuscritos–(tive grande dificuldade em deixar de fora os toques “poéticos” comuns, mas finalmente consegui). Estou agora (1856, ‘57) passando pelo meu 37º ano.

Nova Orleans e o Rio Mississippi

14. Peças e Óperas Também

Peças e Óperas Também

Junius Brutus Booth, senior

E certos atores e cantores tiveram muito a ver com essa estória. Ao longo de todos esses anos, de vez em quando, eu freqüentava os teatros o antigo Park, o Bowery, o Broadway e o da praça Chatham, e as óperas italianas no da rua Chambers, no Astor ou no Battery—em muitas estações eu estava na lista gratuita, escrevendo para jornais, mesmo quando bem jovem. O antigo teatro Park–que nomes, reminiscências, as palavras recordam! Placide, Clarke, Sra. Vernon, Fisher, Clara F., Sra. Wood, Sra. Seguin, Ellen Tree, Hackett, o Kean mais jovem, Macready, Sra. Richardson, Rice–cantores, atores de tragédia e comédia. Que atuações perfeitas! Henry Placide em “A Velha Guarda de Napoleão” ou “Avô Whitehead”– ou “O Marido Provocado”, de Cibber, com Fanny Kemble fazendo Lady Townley–ou Sheridan Knowles em sua própria peça “Virginius”–ou o inimitável Power em “Nascido Para a Boa Sorte”. Estes, e muitos mais, nos anos da juventude e posteriores. Fanny Kemble–nome para evocar grandes cenas mímicas além do mais–talvez a maior. Lembro-me bem de sua representação de Bianca em “Fazio,” e Marianna em “A Esposa”. Nada melhor jamais foi exibido em nenhum palco–os veteranos de todas as nações disseram isso, e meu coração e cabeça de menino sentiram isso em cada minúscula célula. Essa dama tinha recém amadurecido, era forte, melhor do que simplesmente bonita, nascida da ribalta, tinha tido três anos de prática em Londres e em cidades britânicas, e então ela veio para dar  à América aquela jovem maturidade e força otimista em seu meio-dia, ou melhor, manhã, resplendor. Foi minha  boa sorte vê-la quase toda noite em que ela atuou no antigo Park–certamente em todos os seus personagens principais.

Ouvi, nesses anos, bem representadas, todas as óperas italianas e outras em voga, “Sonnambula”, “Os Puritanos”, ”Der Freischutz”, “Huguenotes”, “Fille d’Regiment”, ”Fausto”, “Etoile du Nord”, “Poliuto”, e outras. ”Ernani”, “Rigoletto” e “Trovatore”, de Verdi,  ”Lucia” ou “Favorita” ou “Lucrezia”, de Donnizetti, e “Massaniello”, de Auber, ou “William Tell” e “Gazza Ladra”, de Rossini, estavam entre meus prazeres especiais. Ouvi [Marietta] Alboni toda vez que ela cantou em Nova Iorque e arredores– também Grisi, o tenor Mario, e o barítono Badiali, o mais refinado do mundo.
Esta paixão musical seguiu minha paixão pelo teatro. Quando menino, ou rapaz, eu tinha visto (lendo cuidadosamente no dia anterior), quase todos os dramas teatrais de Shakspere (sic), representados maravilhosamente bem. Não posso mesmo ainda conceber nada mais refinado do que Booth o velho em “Richard Terceiro”, ou “Lear” (não sei qual foi o melhor), ou Iago (ou Pescara, ou Sir Giles Overreach, para sair de Shakspere)–ou Tom Hamblin em “Macbeth” ou Clarke o velho, tanto como o fantasma em “Hamlet”, quanto como Próspero em “A Tempestade”, com a Sra. Austin fazendo Ariel, e Peter e Richings como Caliban. Em seguida outros dramas, e grandes atores neles, Forrest como Metamora ou Damon ou Brutus–John R. Scott como Tom Cringle ou Rolla—ou Lady Gay Spanker de Charlotte Cushman em ”London Assurance.” Depois, alguns anos mais tarde, no Castle Garden, Battery, ainda relembro temporadas esplêndidas da trupe musical Havana sob Maretzek—a bela banda, as frescas brisas marinhas, a vocalização insuperável–Steffanone, Bosio, Truffi, Marini em “Marino Faliero”, “Don Pasquale “, ou” Favorita”. Nunca houve melhor atuação ou canto em Nova Iorque. Foi também aqui que depois ouvi Jenny Lind. (Battery—suas correlações passadas–que contos aquelas velhas árvores e passeios e diques poderiam relatar!)

13. Passeios de Ônibus e Condutores

PASSEIOS DE ÔNIBUS E CONDUTORES

Uma fase daqueles dias não deve de modo algum ficar sem registro—a saber, os ônibus da Broadway, com seus condutores. Os veículos ainda (escrevo este parágrafo em 1881) dão uma parte do caráter da Broadway—as linhas da Quinta Avenida, Avenida Madison e rua Vinte e três ainda trafegam. Mas os dias de esplendor dos velhos palcos da Broadway, característicos e copiosos, terminaram. O Yellow-birds, o Red-birds, o Broadway original, o Quarta avenida, o Knickerbocker e mais uma dúzia de outros de vinte ou trinta anos atrás, todos se foram. E os homens, especialmente identificados com eles, e que davam vitalidade e significado a eles—os condutores—uma raça estranha, natural, perspicaz e maravilhosa–(não apenas Rabelais e Cervantes teriam exultado com eles, mas também Homero e Shakspere [sic])–como me lembro bem deles, e devo aqui dar uma palavra sobre eles. Quantas horas, manhãs e tardes—quantas noites divertidas eu tive–talvez em junho ou julho, no ar mais fresco—percorrendo toda extensão da Broadway, ouvindo alguma narrativa (e as mais vívidas narrativas já engendradas, e as mais raras imitações)–ou talvez eu declamando algum trecho tempestuoso de Júlio César ou Richard (podia-se gargalhar alto como se queria naquela atmosfera pesada, densa, sem interrupção). Sim, eu conhecia todos os condutores naquela época, Broadway Jack, Dressmaker, Balky Bill, George Storms, Old Elephant, seu irmão Young Elephant (que veio depois), Tippy, Pop Rice, Big Frank, Yellow Joe, Pete Callahan, Patsy Dee, e dúzias de outros; pois havia centenas. Eles tinham imensas qualidades, na maioria sensuais–comer, beber, mulheres–grande orgulho pessoal, à sua maneira–talvez alguns desleixos, aqui e ali, mas eu teria confiado na classe geral deles, em sua simples boa-vontade e honra, em qualquer circunstância. Não apenas para  camaradagem, e às vezes afeição—foram grandes estudos para mim também. (Suponho que os críticos vão rir com prazer, mas a influência daqueles passeios de ônibus e condutores na Broadway e declamações e escapadelas sem dúvida entraram na gestação de “Folhas de Relva”).

The Black Crook (1866), considerado por alguns o primeiro musical

12. Paisagens da Broadway

PAISAGENS DA BROADWAY

Broadway em 1885

Além da barca de Fulton, de vez em quando durante muitos anos, conheci e freqüentei a Broadway—essa célebre avenida de Nova Iorque de natureza humana repleta e mista, e de tantas pessoas insignes. Aqui eu vi, naqueles tempos, Andrew Jackson, Webster, Clay, Seward, Martin Van Buren, o flibusteiro Walker, Kossuth, Fitz Greene Halleck, Bryant, o Príncipe de Gales, Charles Dickens, os primeiros embaixadores japoneses, e muitas outras celebridades daquela época. Sempre algo novo ou animador; porém principalmente para mim a amplidão apressada e vasta daquelas intermináveis correntes humanas. Lembro-me de ter visto James Fenimore Cooper em uma sala de tribunal na rua Chambers, atrás da prefeitura, onde ele estava conduzindo uma causa judicial–(acho que era uma acusação de difamação que ele tinha apresentado contra alguém). Lembro-me também de ter visto Edgar A. Poe, e de ter uma pequena entrevista com ele (deve ter sido em 1845 ou 1846), em seu gabinete, segundo pavimento de um prédio de esquina (rua Duane ou Pearl). Ele era editor e proprietário ou parte proprietário do “Broadway Journal” [Diário da Broadway]. A visita foi sobre uma composição literária minha que ele tinha publicado. Poe foi muito cordial, de uma forma tranquila, apresentava-se bem em pessoa, vestimenta, etc. Tenho uma distinta e agradável recordação de sua aparência, voz, modo e assunto; muito gentil e humano, mas calado, talvez um pouco cansado. Considerando outra de minhas reminiscências, aqui na extremidade oeste, logo abaixo da rua Houston, vi uma vez (deve ter sido por volta de 1832, de um frio e brilhante dia de janeiro), um homem muito velho, curvado, frágil, mas corpulento, barbudo, envolto em ricas peles, com um gorro de arminho na cabeça, guiado e assistido, quase carregado, descendo os degraus de sua alta varanda (uma dúzia de amigos e criados, emulativos, cuidadosamente segurando, conduzindo-o) e depois erguido e enfiado em um suntuoso trenó, coberto com outras peles, para um passeio.O trenó era puxado pela mais bela parelha de cavalos que já vi. (Não precisas achar que os melhores animais são criados hoje em dia; nunca houve espécie de cavalo como há cinquênta anos em Long Island, ou no sul, ou na cidade de Nova Iorque; as pessoas buscavam espírito e vigor em um cavalo de corrida, não meramente velocidade domesticada.) Bem, eu, um garoto de talvez treze ou catorze anos, me detive e fitei longamente o espetáculo daquele velho senhor envolto em peles, rodeado de amigos e criados, e sua cuidadosa acomodação no trenó. Lembro dos cavalos animados, rilhando os dentes, o condutor com seu chicote, e um condutor-parceiro ao seu lado, por cautela extra. O velho senhor, objeto de tanta atenção, posso quase ver agora. Era John Jacob Astor.

John Jacob Astor, o primeiro multimilionário norte-americano

Os anos de 1846, 1847, e dali em diante, vêem-me ainda na cidade de Nova Iorque, trabalhando como escritor e tipógrafo, com a minha costumeira boa saúde, e geralmente me divertindo.

11. Minha Paixão Por Barcas

MINHA PAIXÃO POR BARCAS

Parque Battery

Morando no Brooklyn ou na cidade de Nova Iorque desse tempo em diante, minha vida, então, e ainda mais nos anos seguintes, foi curiosamente identificada com a barca de Fulton, já se tornando a maior de seu tipo no mundo por importância geral, volume, variedade, rapidez e caráter pitoresco. Quase diariamente, mais tarde (1850 a 1860), eu atravessava nos barcos, com frequência na casa do leme onde eu podia obter um esquadrinhamento completo, absorvendo manifestações, acompanhamentos, cercanias. Que correntes oceânicas, redemoinhos, abaixo–as grandes marés humanas também, com sempre mutáveis movimentos. Na verdade, sempre tive uma paixão por barcas; a mim elas propiciam poemas vivificantes, inimitáveis, transbordantes, infalíveis. O cenário do rio e da baía, por toda a ilha de Nova Iorque, a qualquer hora de um belo dia—as marés apressadas, respingantes—o panorama variável de vapores, de todos os tamanhos, com frequência uma fileira de grandes saindo com destino a portos distantes–as miríades de escunas de velas brancas, chalupas, esquifes, e iates maravilhosamente belos–os majestosos barcos de canal conforme contornavam Battery [a extremidade sul da ilha] e se aproximavam perto das 5, à tarde, em direção leste–a perspectiva em direção a Staten Island [bairro de N. I.], ou descendo The Narrows [estreito que separa Staten Island do Brooklyn], ou ao contrário subindo o Hudson—que repouso de espírito tais locais e experiências me deram anos atrás (e muitas vezes  desde então). Meus antigos amigos pilotos, os Balsirs, Johnny Cole, Ira Smith, William White e meu jovem amigo balseiro, Tom Gere–como me lembro bem de todos eles.

10. Crescimento–Saúde–Trabalho

CRESCIMENTO–SAÚDE–TRABALHO

Eu (1833-4-5) me transformei em um jovem forte e saudável (cresci rápido demais, aliás, era tão grande quanto um homem aos 15 ou 16). Nossa família nesse período mudou-se de volta para o interior, minha querida mãe muito doente por um longo tempo, mas se recuperou. Todos esses anos eu ia para Long Island, mais ou menos todo verão, ora leste, ora oeste, às vezes meses a fio. Aos 16, 17 e assim por diante, gostava de clubes de debates, e tive participação ativa neles, de maneira intermitente, no Brooklyn e em uma ou duas cidades interioranas na ilha. Um leitor muito onívoro de romances, nesses anos e posteriores, eu devorava tudo que encontrava. Aficionado de teatro, também, em Nova Iorque, ia sempre que podia—às vezes presenciando belas performances.
1836-7, trabalhei como tipógrafo em tipografias na cidade de Nova Iorque. Depois, quando tinha pouco mais de dezoito anos, e por algum tempo mais tarde, ia ensinar em escolas rurais nos condados de Queens e Suffolk, Long Island, e “me alojava nas redondezas”. (Esta última considero uma de minhas melhores experiências e mais profundas lições sobre a natureza humana nos bastidores, e no meio do povo.) Em ’39, ’40, iniciei e publiquei um jornal semanal em minha cidade natal, Huntington. Em seguida, retornando à cidade de Nova York e Brooklyn, continuei trabalhando como impressor e escritor, prosa na maior parte, mas com uma eventual tentativa em “poesia”.

9. Tipografia.–Antigo Brooklyn

TIPOGRAFIA.—ANTIGO BROOKLYN

Construção do Porto do Brooklyn, 1890

Após cerca de dois anos fui trabalhar em um jornal semanal e tipografia, para aprender o ofício. O jornal era o “Long Island Patriot”, de propriedade de S. E. Clements, que também era agente do correio. Um velho tipógrafo no escritório, William Hartshorne, uma figura revolucionária, que tinha visto Washington, era um amigo meu especial, e eu tive muitas conversas com ele sobre longos tempos passados. Os aprendizes, incluindo a mim, estávamos alojados com sua neta. Eu costumava sair ocasionalmente a passeio com o chefe, que era muito gentil conosco, os meninos; aos domingos, ele levava-nos todos a uma grande, velha e tosca igreja de pedra, tipo fortaleza, na rua Joralemon, perto de onde a prefeitura do Brooklyn está agora–(naquela época, vastos campos e estradas rurais estavam em todos os lugares ao redor[1]). Depois eu trabalhei no “Long Island Star”, jornal de Alden Spooner. Meu pai, todos esses anos, exercendo seu ofício de marceneiro e construtor, com sucesso variado. Havia uma família crescente de crianças–oito de nós–meu irmão Jesse o mais velho, eu o segundo, minhas queridas irmãs Mary e Hannah Louisa, meus irmãos Andrew, George, Thomas Jefferson, e depois meu irmão mais novo, Edward, nascido em 1835, e sempre bastante estropiado, como sou eu mesmo nesses últimos anos.


[1] Do Brooklyn daquela época (1830-1840), dificilmente resta alguma coisa, exceto as linhas das antigas ruas. A população estava então entre dez e doze mil. Por uma milha, a rua Fulton estava demarcada com magníficos olmeiros. O caráter do lugar era inteiramente rural. Como uma amostra de valores comparativos, pode ser mencionado que 25 acres no que é agora a parte mais cara da cidade, delimitada pelas avenidas Flatbush e Fulton, foram então comprados pelo Sr. Parmentier, um emigrante francês, por [US] $4000. Quem lembra dos antigos lugares como eram? Quem lembra dos velhos cidadãos daquela época? Entre os primeiros estavam as tavernas [pubs] de Smith & Wood, Coe Downing, e outras na balsa, a própria velha Balsa, a travessa Love, os Heights de então, a [baía de] Wallabout com a ponte de madeira, e a estrada fora, além da rua Fulton, até a antiga barreira de pedágio. Entre os últimos estavam os majestosos e amáveis General Jeremiah Johnson, com outros, Gabriel Furman, Rev. E. M. Johnson, Alden Spooner, Sr. Pierrepont, Sr. Joralemon, Samuel Willoughby, Jonathan Trotter, George Hall, Cyrus P. Smith, N. B. Morse, John Dikeman, Adrian Hegeman, William Udall, e o velho Sr. Duflon, com seu jardim militar.

8. Minha Primeira Leitura.–Lafayette

8. MINHA PRIMEIRA LEITURA.–LAFAYETTE

De 1824 a 1828 nossa família morou no Brooklyn, nas ruas Front, Cranberry e Johnson. Na última, meu pai construiu uma casa legal para morar, e depois outra na rua Tillary. Nós as ocupamos, uma após a outra, mas elas foram hipotecadas, e nós as perdemos. Lembro entretanto a visita de Lafayette[1]. Na maioria desses anos, eu freqüentava as escolas públicas. Deve ter sido por volta de 1829 ou 30 que fui com meu pai e minha mãe ouvir Elias Hicks pregar em um salão de baile em Brooklyn Heights. Mais ou menos na mesma época estava empregado quando menino em um escritório, de advocacia, pai e dois filhos, de Clarke, rua Fulton, perto da Orange. Eu tinha uma escrivaninha legal e um canto de janela para mim; Edward C. gentilmente me ajudava com minha caligrafia e composição, e (o evento marcante da minha vida até aquele tempo), assinou para mim uma grande biblioteca circulante. Por um tempo eu já me deleitava com leitura romântica de todos os tipos; primeiro, “As Mil e Uma Noites”, todos os volumes, um regalo e tanto. Depois, com excursões em muitas outras direções, absorvi os romances de Walter Scott, um após o outro, e sua poesia (e continuo a apreciar  romances e poesia  até hoje).

Lafayette


[1] “Na visita do General Lafayette a este país, em 1824, ele veio ao Brooklyn com grande pompa, e percorreu a cidade. As crianças das escolas foram juntar-se à recepção. Um edifício para uma biblioteca pública gratuita para jovens estava então começando e Lafayette consentiu em parar no caminho e assentar a pedra fundamental. Inúmeras crianças chegando ao terreno, onde uma enorme escavação irregular para o prédio já estava cavada, cercada de montes de pedra áspera, vários cavalheiros auxiliavam em erguer as crianças para locais seguros ou convenientes para verem a cerimônia. Entre os demais, Lafayette, também ajudando as crianças, pegou Walt Whitman, de cinco anos de idade, e apertando a criança por um momento ao seu peito, e dando-lhe um beijo, conduziu-o a um local seguro na escavação.”–John Burroughs.

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