9. Tipografia.–Antigo Brooklyn

TIPOGRAFIA.—ANTIGO BROOKLYN

Construção do Porto do Brooklyn, 1890

Após cerca de dois anos fui trabalhar em um jornal semanal e tipografia, para aprender o ofício. O jornal era o “Long Island Patriot”, de propriedade de S. E. Clements, que também era agente do correio. Um velho tipógrafo no escritório, William Hartshorne, uma figura revolucionária, que tinha visto Washington, era um amigo meu especial, e eu tive muitas conversas com ele sobre longos tempos passados. Os aprendizes, incluindo a mim, estávamos alojados com sua neta. Eu costumava sair ocasionalmente a passeio com o chefe, que era muito gentil conosco, os meninos; aos domingos, ele levava-nos todos a uma grande, velha e tosca igreja de pedra, tipo fortaleza, na rua Joralemon, perto de onde a prefeitura do Brooklyn está agora–(naquela época, vastos campos e estradas rurais estavam em todos os lugares ao redor[1]). Depois eu trabalhei no “Long Island Star”, jornal de Alden Spooner. Meu pai, todos esses anos, exercendo seu ofício de marceneiro e construtor, com sucesso variado. Havia uma família crescente de crianças–oito de nós–meu irmão Jesse o mais velho, eu o segundo, minhas queridas irmãs Mary e Hannah Louisa, meus irmãos Andrew, George, Thomas Jefferson, e depois meu irmão mais novo, Edward, nascido em 1835, e sempre bastante estropiado, como sou eu mesmo nesses últimos anos.


[1] Do Brooklyn daquela época (1830-1840), dificilmente resta alguma coisa, exceto as linhas das antigas ruas. A população estava então entre dez e doze mil. Por uma milha, a rua Fulton estava demarcada com magníficos olmeiros. O caráter do lugar era inteiramente rural. Como uma amostra de valores comparativos, pode ser mencionado que 25 acres no que é agora a parte mais cara da cidade, delimitada pelas avenidas Flatbush e Fulton, foram então comprados pelo Sr. Parmentier, um emigrante francês, por [US] $4000. Quem lembra dos antigos lugares como eram? Quem lembra dos velhos cidadãos daquela época? Entre os primeiros estavam as tavernas [pubs] de Smith & Wood, Coe Downing, e outras na balsa, a própria velha Balsa, a travessa Love, os Heights de então, a [baía de] Wallabout com a ponte de madeira, e a estrada fora, além da rua Fulton, até a antiga barreira de pedágio. Entre os últimos estavam os majestosos e amáveis General Jeremiah Johnson, com outros, Gabriel Furman, Rev. E. M. Johnson, Alden Spooner, Sr. Pierrepont, Sr. Joralemon, Samuel Willoughby, Jonathan Trotter, George Hall, Cyrus P. Smith, N. B. Morse, John Dikeman, Adrian Hegeman, William Udall, e o velho Sr. Duflon, com seu jardim militar.

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