19. Sentimento de desprezo
SENTIMENTO DE DESPREZO
Entretanto, mesmo após o bombardeio de Sumter, a gravidade da revolta, e o poder e a vontade dos Estados escravocratas por uma resistência militar forte e continuada à autoridade nacional não foram percebidos no Norte em absoluto, exceto por uns poucos. Nove décimos da população dos Estados livres observavam a rebelião, conforme iniciada na Carolina do Sul, a partir de um sentimento metade desprezo, e a outra metade composta de raiva e incredulidade. Não foi pensado que seria aderida por Virginia, Carolina do Norte, ou Geórgia. Um grande e cauteloso oficial federal previu que cessaria “em sessenta dias”, e as pessoas geralmente acreditaram na previsão. Lembro-me de ter falado sobre isso em uma balsa de Fulton com o prefeito de Brooklyn, que disse que apenas “esperava que os cabeças-quentes do Sul cometeriam algum ato ostensivo de resistência, e como eles seriam então imediatamente e bem efetivamente esmagados, nunca ouviríamos falar de secessão de novo–mas ele temia que eles nunca teriam a coragem de realmente fazer alguma coisa.” Lembro-me, também, que algumas companhias do Thirteen Brooklyn, que se reuniam no arsenal da cidade, e começaram por isso como soldados na ativa por trinta dias, foram todos providos com pedaços de corda, amarradas conspicuamente aos canos de seus mosquetes, para trazer com eles de volta cada homem um prisioneiro do audacioso Sul, a ser conduzido em um laço, no retorno prematuro e triunfante de nossos homens!