Peças e Óperas Também
E certos atores e cantores tiveram muito a ver com essa estória. Ao longo de todos esses anos, de vez em quando, eu freqüentava os teatros o antigo Park, o Bowery, o Broadway e o da praça Chatham, e as óperas italianas no da rua Chambers, no Astor ou no Battery—em muitas estações eu estava na lista gratuita, escrevendo para jornais, mesmo quando bem jovem. O antigo teatro Park–que nomes, reminiscências, as palavras recordam! Placide, Clarke, Sra. Vernon, Fisher, Clara F., Sra. Wood, Sra. Seguin, Ellen Tree, Hackett, o Kean mais jovem, Macready, Sra. Richardson, Rice–cantores, atores de tragédia e comédia. Que atuações perfeitas! Henry Placide em “A Velha Guarda de Napoleão” ou “Avô Whitehead”– ou “O Marido Provocado”, de Cibber, com Fanny Kemble fazendo Lady Townley–ou Sheridan Knowles em sua própria peça “Virginius”–ou o inimitável Power em “Nascido Para a Boa Sorte”. Estes, e muitos mais, nos anos da juventude e posteriores. Fanny Kemble–nome para evocar grandes cenas mímicas além do mais–talvez a maior. Lembro-me bem de sua representação de Bianca em “Fazio,” e Marianna em “A Esposa”. Nada melhor jamais foi exibido em nenhum palco–os veteranos de todas as nações disseram isso, e meu coração e cabeça de menino sentiram isso em cada minúscula célula. Essa dama tinha recém amadurecido, era forte, melhor do que simplesmente bonita, nascida da ribalta, tinha tido três anos de prática em Londres e em cidades britânicas, e então ela veio para dar à América aquela jovem maturidade e força otimista em seu meio-dia, ou melhor, manhã, resplendor. Foi minha boa sorte vê-la quase toda noite em que ela atuou no antigo Park–certamente em todos os seus personagens principais.
Ouvi, nesses anos, bem representadas, todas as óperas italianas e outras em voga, “Sonnambula”, “Os Puritanos”, ”Der Freischutz”, “Huguenotes”, “Fille d’Regiment”, ”Fausto”, “Etoile du Nord”, “Poliuto”, e outras. ”Ernani”, “Rigoletto” e “Trovatore”, de Verdi, ”Lucia” ou “Favorita” ou “Lucrezia”, de Donnizetti, e “Massaniello”, de Auber, ou “William Tell” e “Gazza Ladra”, de Rossini, estavam entre meus prazeres especiais. Ouvi [Marietta] Alboni toda vez que ela cantou em Nova Iorque e arredores– também Grisi, o tenor Mario, e o barítono Badiali, o mais refinado do mundo.
Esta paixão musical seguiu minha paixão pelo teatro. Quando menino, ou rapaz, eu tinha visto (lendo cuidadosamente no dia anterior), quase todos os dramas teatrais de Shakspere (sic), representados maravilhosamente bem. Não posso mesmo ainda conceber nada mais refinado do que Booth o velho em “Richard Terceiro”, ou “Lear” (não sei qual foi o melhor), ou Iago (ou Pescara, ou Sir Giles Overreach, para sair de Shakspere)–ou Tom Hamblin em “Macbeth” ou Clarke o velho, tanto como o fantasma em “Hamlet”, quanto como Próspero em “A Tempestade”, com a Sra. Austin fazendo Ariel, e Peter e Richings como Caliban. Em seguida outros dramas, e grandes atores neles, Forrest como Metamora ou Damon ou Brutus–John R. Scott como Tom Cringle ou Rolla—ou Lady Gay Spanker de Charlotte Cushman em ”London Assurance.” Depois, alguns anos mais tarde, no Castle Garden, Battery, ainda relembro temporadas esplêndidas da trupe musical Havana sob Maretzek—a bela banda, as frescas brisas marinhas, a vocalização insuperável–Steffanone, Bosio, Truffi, Marini em “Marino Faliero”, “Don Pasquale “, ou” Favorita”. Nunca houve melhor atuação ou canto em Nova Iorque. Foi também aqui que depois ouvi Jenny Lind. (Battery—suas correlações passadas–que contos aquelas velhas árvores e passeios e diques poderiam relatar!)












